quarta-feira, 8 de junho de 2011

Igreja o novo comércio, Deus agora é produto para se vender.

Stefano Martini/Época
AGENDA CHEIA
Reginaldo Manzotti posa no Rio entre um programa de televisão e uma noite de autógrafos. “Não sei se sou famoso. Sou padre”, diz







Em 1999, o padre Reginaldo Manzotti realizou o sonho de comandar sua primeira paróquia. A cidade, porém, não era muito receptiva. Em Pinhais, “periferia da periferia do Paraná”, como ele diz, teve de pedir autorização a traficantes locais para rezar missa nas 21 capelas da região. Mesmo assim, sentia-se pregando no deserto. “Era apenas meia dúzia. O povo não era muito de igreja”, afirma, rindo.                                                                                         (Aqui abro um parenteses para dizer uma verdade a esse padre que usa o nome do Eterno como produto. Pinhais seu Reginaldo, apesar de ser uma cidade pequena, a menor entre as 399 cidades do Parana, mas tambem é a 12 maior economia do Parana, é tambem a 14 em IDH (indice de desenvolvimento humano), acredito que essa sua colocação "Periferia da Periferia" é um tanto forçada demais, e quanto aos traficantes locais, nem as igrejas evangélicas correm esse risco, quem dirá as igrejas católicas. Essa sua declaração só deixa claro uma coisa, um bom Merchandising para se promover as custas da FÉ dos fíéis, pois dizer que voce dirigia uma igreja bonita, cheia de pessoas temente a Deus e que te ajudavam muito, inclusive a gravar o seu 1 CD, isso não deixariam as pessoas sensibilizadas o suficiente não é mesmo???) 

Manzotti, então, resolveu dar uma animada nas cerimônias. Gravou um CD com músicas para os poucos fiéis que frequentavam as missas. Músicas dele e sucessos dos outros. Onze anos depois, a meia dúzia virou Um milhão de vozes, DVD que está sendo lançado neste mês. O nome é referência ao 1,2 milhão de pessoas que, segundo a Polícia Militar, estiveram presentes ao show do padre em outubro passado, na Praia de Iracema, em Fortaleza, Ceará. É uma plateia tão grande quanto a que viu o maior show da carreira dos Rolling Stones, realizado em Copacabana em 2006.

O ex-pároco de Pinhais é o novo fenômeno da Igreja Católica nas regiões Sul e Nordeste. Ele comanda um programa de rádio transmitido ao vivo do Paraná para 827 emissoras – uma delas em Madri, na Espanha, outra em Massachusetts, Estados Unidos. Ele já lançou seis CDs e cinco livros. Seu site recebe 700 mil visitas por mês e o perfil de Twitter tem 28 mil seguidores. Explicação para o milagre? Aos 41 anos, Manzotti tem 1,90 metro de altura e zero de barriguinha. Usa calças apertadas, botas pretas de bico fino e gel nos cabelos. Na mão, um iPhone. Só a klergma, aquela gola branca usada pelos clérigos, revela sua ligação com o sacerdócio. O padre, definitivamente, é pop. O termo incomoda? Manzotti leva a mão ao queixo, pensa alguns segundos e responde. “Não me incomoda. Eu me exponho, me mostro. Sou uma isca para levar os fiéis à Igreja”, afirma, com uma voz que lembra um William Bonner mais suave, com sotaque do Sul. Orgulha-se de ter evangélicos entre os fãs de suas músicas. “Não estou numa guerra santa, todos falamos de Deus”, afirma.
   Reprodução
COROINHAS 
O almanaqueEvangelizar é preciso, com Manzottinho. O padre quer converter crianças
O padre é tão popular que virou Manzottinho, personagem de um almanaque. Evangelizar é preciso, da Ediouro, está sendo lançado em abril, por enquanto apenas no Paraná. Custa R$ 2,10 e tem tiragem de 50 mil exemplares, comparável à de uma edição regular da Turma da Mônica. É uma tentativa de atrair jovens fiéis. As senhoras também se derretem por ele. Há duas semanas, esteve no Rio de Janeiro para uma noite de autógrafos do livro 20 passos para a paz interior. Foi abraçado, fotografado e teve as mãos beijadas. “Às vezes, as mulheres passam dos limites, então lembro a elas quem eu sou”, afirma. Mas o que fazem para passar dos limites? “A entrevista precisa mesmo ir por esse caminho?”, ele diz, desviando a conversa.
Não que Manzotti seja de fugir de assuntos. Ele surpreende pela franqueza de opinião mesmo em temas delicados para a Igreja. Em dezenas de ligações que recebe por dia no programa de rádio, mulheres reclamam dos maridos e pedem conselhos. “Quando o casamento tira a dignidade, o melhor é a separação. Vejo pessoas casadas há 30 anos sofrendo só porque têm medo da solidão”, diz. Ele afirma não estar contra a orientação da Igreja, que prega que o que Deus uniu o homem não separa. “Sou um padre, não posso criar dogmas. Minha posição é a da Igreja Católica”, diz ele. Ainda que não seja... Manzotti afirma não pertencer a nenhuma corrente na Igreja. Muito menos à Renovação Carismática, da qual faz parte o padre Marcelo Rossi.
Nas missas que faz seguidas de show, o padre aparece de batina e reza com os fiéis. Depois canta músicas que vão do romântico ao samba. Seu repertório é formado por composições próprias e regravações. De Roberto e Erasmo Carlos, canta “O homem”, da fase religiosa dos anos 70. Seu maior sucesso é “Um rei em minha vida”, uma composição própria, com o refrão: A tempestade vai passar/Por sobre as ondas confiante andarei/Tribulações vencerei/As aflições superarei/Deus provê, eu sei que proverá. Apesar de os temas serem restritos ao universo religioso, o padre lançou um disco dançante e é acompanhado nos shows por cantores conhecidos fora da Igreja, como Sérgio Reis e Fafá de Belém.
Sua agenda está tomada. No início do mês, ele estava em La Paloma, no Paraguai. Depois vieram Ivaí, no interior do Paraná, Belo Horizonte, em Minas Gerais, e Rio de Janeiro. Para onde vai, leva o equipamento que lhe permite entrar ao vivo no programa de rádio, das 10 às 11 horas. Manzotti dirige no Paraná a estação de AM Evangelizar É Preciso e está abrindo uma FM. O padre também faz um programa de TV, o Evangelizashow. Diz que todo o lucro arrecadado com a venda de livros, shows, DVDs e CDs banca a produção de seus programas. “Eu teria mais dinheiro se trabalhasse com meus pais”, afirma.
Manzotti vem de uma família de classe média alta que cultiva soja em Paraíso do Norte, a 400 quilômetros de Curitiba. É o caçula de seis irmãos – três meninos e três meninas. Com 11 anos, frequentava a Igreja. Numa das missas, sem contar a ninguém, pegou uma revista católica, preencheu o formulário de inscrição para o seminário e foi para casa. Meses depois apareceu um padre alemão em sua porta, a fim de entrevistar a família e preparar a mudança do garoto. Os pais, que não sabiam de nada, ficaram surpresos. “Minha mãe não queria de jeito nenhum”, diz. Convenceu os pais e saiu da cidade pequena para o estrelato. Estrelato? “Não sou nada, Deus está me usando”, diz. Enquanto dá a entrevista, é abordado por mais uma fã. “O senhor é aquele padre famoso?”, pergunta ela. “Famoso eu não sei. Mas eu sou padre”, diz.

Fonte:

Um comentário:

Anônimo disse...

Gastando dinheiro atoa deus não existe.

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